segunda-feira, 24 de junho de 2019

Estudo aponta que relaxamento reduz pressão arterial


Ótima notícia para começar a semana, principalmente se você está entre os que têm hipertensão. No mundo, o problema atinge um bilhão de pessoas.

Um estudo liderado por 14 pesquisadores do Benson-Henry Institute for Mind Body Medicine do Massachusetts General Hospital encontrou reflexos do relaxamento na redução da pressão arterial de pacientes que sofrem de hipertensão.

Dessa forma, as práticas mente-corpo poderiam ser um complemento às terapias com medicamentos no tratamento desse problema.

“A hipertensão é um importante fator de risco que pode levar uma pessoa ao infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral”, explica o Prof. Dr. Filippo Pedrinola, um dos maiores entusiastas da medicina integrativa no Brasil e que possui certificações em práticas Mente-Corpo pelo Body-Mind Institute da Harvard Medical School, pela International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) e pela University of Texas em Arlington (UTA).

A pesquisa do Benson-Henry Institute envolveu pacientes com diagnóstico de hipertensão no estágio 1, recrutados nas clínicas de hipertensão do Massachusetts General Hospital. Todos receberam uma intervenção com um protocolo de relaxamento.

Os participantes receberam treinamento em técnicas de relaxamento em oito sessões individuais com um instrutor, que incluíram respiração diafragmática, escaneamento do corpo, repetição de mantras e meditação mindfulness. 

Exames de sangue, medição da pressão arterial e um questionário foram aplicados antes e ao final do treinamento.

Foto: freepik



Resultados
No início do estudo, a pressão arterial sistólica (PAS) média foi de 143,8 mmHg, enquanto a média da pressão arterial diastólica (PAD) foi de 90,9 mmHg. Ao final das oito semanas de treinamento de relaxamento, a PAS média foi de 131,4 mmHg e a PAD caiu para 80,2 mmHg.
Os resultados sugerem que o relaxamento reduz a pressão arterial, pelo menos parcialmente, inclusive alterando a expressão dos genes. 

A conclusão se baseia em mudanças importantes encontradas na assinatura genômica em pacientes que passaram pelo treinamento de relaxamento que tiveram alterações clínicas significativas quando comparados com pessoas que não passaram pelo processo.

Para conhecer o estudo na íntegra, acesse:


O combate ao estresse é apenas um dos pilares da vida saudável

O conceito do que seria ter uma vida saudável não se resume apenas à ausência de doenças, mas um sentido mais global que envolve o bem-estar do ser humano. 

Para o Dr. Pedrinola, esse estado é alcançado por meio da harmonia entre quatro áreas: o hábito alimentar, a atividade física, o emocional e a espiritualidade.

Hábito Alimentar – Envolve a nutrição por meio de práticas alimentares saudáveis e com acompanhamento de um profissional, principalmente em uma época em que as pessoas são bombardeadas por dietas da moda que mais confundem do que esclarecem.

Atividade Física – Respeitando as limitações, condicionamento físico e objetivos de cada pessoa, é essencial que o movimento faça parte da rotina. Além dos benefícios à saúde e à estética corporal, é comprovado que o exercício físico ainda estimula a produção de neurônios melhorando a capacidade cerebral.

Emocional – O estresse crônico leva ao esgotamento e desencadeia diversas doenças psicossomáticas como gastrite, colite, síndrome do pânico, diarreia, dores musculares e uma lista enorme de outras manifestações físicas como a hipertensão, objeto do estudo.

Espiritualidade – O conceito nada tem a ver com crenças pessoais ou religiosidade. Trata-se da conexão que o ser humano tem com ele mesmo, com a família, com o mundo. Essa conexão é estimulada por práticas como ioga, meditação e o mindfulness.

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