Foto: Freepik
O estresse do dia a dia, a grande exposição ao sol,
e a baixa imunidade provocada por uma gripe, por exemplo, podem
"ativar" o vírus da herpes, alojado no organismo de 90% da população
mundial.
A transmissão do vírus é feita por gotículas de saliva, beijo e
objetos contaminados levados à pele.
A doença invade o corpo e se instala em terminações nervosas,
especialmente nos gânglios, e costuma ficar por ali sem causar incômodo até o
vírus ser ativado.
Neste caso, ele sai do gânglio e refaz o percurso até alcançar a
epiderme (camada mais superficial da pele), onde deflagra uma ferida.
O herpes desaparece na medida em que a imunidade da pessoa se
restabelece. Seu ciclo costuma durar de cinco a 15 dias.
Além
de usar protetor solar e combater o estresse e o cansaço físico e mental, também
é importante apostar em alimentos que contenham lisina, já que o corpo humano
não é capaz de fabricar esse aminoácido.
O
papel fundamental da lisina é inibir a arginina, um outro aminoácido que ajuda
na reprodução do vírus. Como eles competem dentro da célula, o aumento da
lisina no organismo significa uma queda da arginina, e manter essa relação
harmoniosa é muito importante como medida profilática para prevenir o herpes
labial e sua reincidência, além de acelerar o processo de cicatrização.
Os
principais alimentos que contêm lisina são: queijo, soja, verduras, frango e
peixe. De outro lado, o médico também indica a diminuição do consumo de
alimentos que contenham arginina, como castanhas, chocolates, laranja, uvas e
amêndoas.
Fonte: José Jabur da Cunha é dermatologista da Altacasa Clínica Médica, localizada na capital paulista, e chefe do setor de Cirurgia Dermatológica da Santa Casa de São Paulo.

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