Foto: Freepik
As técnicas minimamente invasivas de tratamento na coluna parecem
ser a solução para atletas que querem corrigir problemas no local sem a
diminuição do rendimento na prática das atividades físicas.
Literaturas comparando as duas técnicas indicam que apenas 30% dos
pacientes que passam por cirurgias convencionais voltam a praticar exercícios
regularmente. Já nas cirurgias menos invasivas, esse número sobe para 90%.
Esse é o caso de Danilo Bonfim, de 44 anos. O atleta de Wakeboard foi diagnosticado com uma hérnia de disco cervical. Bonfim tinha algumas crises de torcicolo e apenas fazia fisioterapia e tratamentos esporádicos. Com o aumento das dores agudas, procurou a ajuda de um especialista.
Depois de diversas consultas médicas, tratamentos conservadores sem sucesso e crises agudas, Bonfim foi indicado para a cirurgia.
A ausência de dor residual é outro ponto percebido por Murilo Bonfim. "Eu entrei na cirurgia com uma crise de dor. Acordei da cirurgia sem dor nenhuma e nunca mais precisei tomar um analgésico para isso. Também nunca mais senti dor na coluna praticando exercício físico", conclui.
"Em uma cirurgia convencional de artrodese ou de fixação na
coluna, o paciente demoraria de dois a três anos para fazer o que fazia antes,
se voltasse. Atualmente, os atletas, podem retornar as suas atividades
esportivas em um prazo mais curto. Tenho pacientes que, 15 dias após a inserção
prótese de disco lombar já estavam retornando aos seus exercícios
normais", argumenta.
"Eu tinha dores muito fortes e vivia a base de analgésicos.
Precisei suspender as minhas atividades físicas. Os médicos me diziam pra não
operar e me indicavam fisioterapia ou RPG", explica.
"Operar a coluna é sempre um impacto. Eu fiquei com medo das
consequências", confessa. Bonfim realizou a cirurgia minimamente invasiva,
e os resultados foram surpreendentes.
"Um mês depois da cirurgia eu já estava fazendo todas as
atividades que eu realizava antes, e eu quis esperar um pouco mais. Quinze dias
depois da operação eu já estava liberado para voltar. Hoje, eu até esqueço que
passei por um procedimento como esse", relata o atleta.
Além da melhor recuperação, essas técnicas também garantem menor
complicações pós cirúrgicas, conforme explica Perocco. "As técnicas
minimamente invasivas também diminuem muito os casos de dor residual, limitação
dos movimentos e até possíveis neurológicos tem incidência muito menor nesse
tipo de procedimento", detalha.

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