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Praticar atividades aeróbicas e de
resistência e seguir uma alimentação saudável podem prevenir o aparecimento ou
progressão da demência. É o que diz o guia lançado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS).
Definida como uma deficiência cognitiva
persistente e progressiva, a OMS calcula que mais de 50 milhões de pessoas em
todo o mundo tenham a doença. Segundo a Organização, a estimativa para 2050 é
que cerca de 152 milhões de pessoas sejam afetadas com o problema.
Apesar de ser popularmente associada à
insanidade mental, a demência possui outro significado na medicina. Ela é usada
para definir quadros de perda da função cerebral, e podem ser caracterizadas
pela perda da qualidade de vida, problemas cognitivos, de raciocínio,
linguagem, memória e comportamento. Embora existam vários tipos de demências,
elas podem ser divididas em dois grupos: as reversíveis e as irreversíveis.
A médica e geriatra da Clínica Penchel,
Marayra França, explica que o tipo reversível da doença pode gerar danos ao
cérebro, no entanto esses sintomas podem ser revertidos. Já as demências
irreversíveis, como por exemplo, o Alzheimer, não podem ser interrompidas e
seus sintomas não podem ser barrados. “A demência é um problema muito sério,
pois prejudica a qualidade de vida do paciente. Apesar de ainda não haver cura,
a doença possui tratamento e pode ser prevenida ou retardada”, esclarece a
médica.
A idade ainda é o fator de risco que
prevalece. Após os 65 anos de idade, os riscos de apresentar demência aumentam
consideravelmente. Além deste fator, o histórico familiar, Síndrome de Down,
alcoolismo, colesterol elevado, pressão alta, depressão, diabetes, obesidade e
tabagismo também estão na lista de fatores que podem levar à doença. “É preciso
deixar muito claro que a demência não atinge apenas idosos. Pessoas mais novas
também podem apresentar sintomas do problema”, ressalta Marayra.
Os sintomas variam muito e dentre os
mais comuns estão: perda da memória; dificuldade de se comunicar e realizar
tarefas cotidianas e complexas; esforço exacerbado para exercer funções motoras
e de coordenação; desorientação; alteração de personalidade; paranoia;
agitação; e alucinações. Ao primeiro sinal de que há algo de errado, procure um
médico. “Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor e mais eficaz será o
tratamento”, aconselha a médica.
Para ela, assim como em outras
enfermidades, a prevenção é sempre o melhor tratamento. “Diversos estudos
apontam que pessoas que levam a vida de forma mais ativa e saudável apresentam
menores riscos de desenvolver a demência. Portanto, assim como aponta a OMS,
aconselho que a atividade física seja realizada com regularidade, e que os
pacientes ainda sigam uma dieta baseada na ingestão de alimentos naturais e
frescos, pois essas medidas podem melhorar a nossa saúde cerebral”, conta
Marayra França. Além destas orientações, a médica aconselha que a saúde
emocional também seja assistida com atenção. “Reduzir o estresse e viver em um
ambiente harmônico contribuem para evitar o aparecimento da doença”, diz.
Segundo o relatório, adultos a partir
de 65 anos de idade devem praticar pelo menos 150 minutos de exercícios
aeróbicos de intensidade moderada por semana. Em relação a alimentação, as
recomendações gerais são para a inclusão de pelo menos cinco porções de frutas
e legumes por dia, nozes e grãos integrais. Além disso, é preciso reduzir a
ingestão de gorduras saturadas e dar preferência às insaturadas.

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